Mundo
Metsola expulsa representantes de Teerão do Parlamento Europeu
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, anunciou na rede X que todas as instalações deste organismo europeu ficam interditas aos representantes do regime iraniano dos ayatollahs.
A proibição estende-se a todo o pessoal diplomático e outros representantes da República Islâmica do Irão, precisou Metsola.
"Não pode ser tudo como se nada tivesse acontecido", considerou. "Enquanto o corajoso povo do Irão continua a defender os seus direitos e a sua liberdade, tomei hoje a decisão de proibir a entrada de todo o pessoal diplomático e de quaisquer outros representantes da República Islâmica do Irão em todas as dependências do Parlamento Europeu", escreveu a presidente do Parlamento Europeu.
"Esta instituição não contribuirá para a legitimação deste regime que se sustenta através da tortura, da repressão e dos assassinatos", acrescentou, num ataque direto ao governo islamita que governa o Irão desde 1079.O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão convocou os diplomatas alemães, britânicos, italianos e franceses, em Teerão.
"Esta instituição não contribuirá para a legitimação deste regime que se sustenta através da tortura, da repressão e dos assassinatos", acrescentou, num ataque direto ao governo islamita que governa o Irão desde 1079.O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão convocou os diplomatas alemães, britânicos, italianos e franceses, em Teerão.
Desde dia 28 de dezembro que milhares de iranianos enchem as ruas de mais de uma centena de cidades no Irão.
A reação das forças de segurança afetas ao regime já terão feito, pelo menos, praticamente 600 mortos e mais de 10.000 detidos.
Domingo, também na rede X, a presidente do Parlamento Europeu pusera-se já ao lado dos maifestantes, elogiando a resistência.
The yearning for liberty is inherent to all of us as human beings.
— Roberta Metsola (@EP_President) January 11, 2026
Iran's new generation demand dignity and freedom. In 2026, it cannot be too much to ask for.
The killing must stop. The innocent and persecuted must be released. The repression must end.
To those brave girls,…
"O anseio pela liberdade é inerente a todos nós enquanto seres humanos. A nova geração do Irão exige dignidade e liberdade. Em 2026, pedir isto não pode ser demais. Os assassinatos têm de parar. Os inocentes e os perseguidos devem ser libertados. A repressão tem de acabar. Àquelas raparigas, estudantes, homens e mulheres corajosos nas ruas: este é o vosso momento. Saibam que qualquer regime que bloqueie a comunicação é um regime aterrorizado pelo seu próprio povo. A Europa deve compreender o seu dever e a necessidade de agir. O Irão será livre", escreveu Metsola
Teerão convoca diplomatas europeus
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Islâmica do Irão confirmou esta tarde, à agência France Press, a convocação dos representantes diplomáticos da Alemanha, França, Itália e Reino Unidos em Teerão.
O regime quis protestar contra o apoio dos quatro países aos manifestantes iranianos, exigindo um recuo oficial.
O regime quis protestar contra o apoio dos quatro países aos manifestantes iranianos, exigindo um recuo oficial.
A reunião com os diplomatas dos quatro países europeus foi transmitida pela televisão oficial iraniana, afeta ao regime. Nas imagens viam-se os diplomatas sentados em frente a um ecrã gigante, de acordo com a AFP.
"Qualquer apoio político ou mediático é inaceitável e uma clara ingerência na segurança interna do Irão", disse o Ministério aos representantes europeus, segundo a agência de notícias iraniana, Tasnim.Em apoio à sua tese, o governo iraniano exibiu aos representantes diplomáticos um vídeo que, afirmou, documenta a "violência dos desordeiros", exigindo que fossem retiradas as "declarações oficiais de apoio aos manifestantes".
O governo dos ayatollahs declarou ainda que as ações de violência dos últimos dias "excediam os limites das manifestações pacíficas e eram consideradas sabotagem organizada", segundo a Tasnim, citada pela espanhola Europa Press (EP).
O Ministério solicitou aos diplomatas que transmitissem as imagens aos respetivos governos.
O que começou com um protesto de comerciantes contra a inflação e a desvalorização do rial, a moeda iraniana, alastrou primeiro às universidades e depois espalhou-se por todo o país, num movimento de contestação total ao governo islamita.
Os manifestantes pedem a queda do Supremo Líder, o ayatollah Khamenei.
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Sanções mais "severas"
A reação internacional tem sido de condenação do regime de Teerão, com a
diáspora iraniana a associar-se aos protestos no seu país em várias
cidades europeias.
A Comissão Europeia admitiu esta segunda-feira propor novas sanções "mais severas" contra as autoridades do Irão, perante a "repressão violenta" das manifestações que abalam o país.
"É uma decisão que precisaria de ser aprovada pelo Estados-membros por unanimidade", acrescentou o porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos e Política de Segurança, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, em Bruxelas. O porta-voz recordou que a UE já impôs sanções contra personalidades iranianas responsáveis por "violações graves dos direitos humanos no país" e afirmou que a Comissão Europeia manifesta "total solidariedade" com o povo iraniano.
"Estão a pôr a sua vida em risco e é absolutamente inaceitável que pessoas que estão a manifestar-se pacificamente, em defesa da sua liberdade, estejam a ser detidas e mortas. É completamente inaceitável", disse, por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho.
"É uma decisão que precisaria de ser aprovada pelo Estados-membros por unanimidade", acrescentou o porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos e Política de Segurança, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, em Bruxelas. O porta-voz recordou que a UE já impôs sanções contra personalidades iranianas responsáveis por "violações graves dos direitos humanos no país" e afirmou que a Comissão Europeia manifesta "total solidariedade" com o povo iraniano.
"Estão a pôr a sua vida em risco e é absolutamente inaceitável que pessoas que estão a manifestar-se pacificamente, em defesa da sua liberdade, estejam a ser detidas e mortas. É completamente inaceitável", disse, por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho.
Organizações de direitos humanos relatam centenas de mortos, milhares de feridos e detenções em massa, embora os números exatos sejam difíceis de confirmar devido a cortes no acesso à Internet e à censura estatal, o que tem gerado ampla condenação internacional.
Segundo dados da organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), pelo menos 538 pessoas morreram.
Além das vítimas mortais, os protestos resultaram na detenção de 10.675 pessoas, incluindo 160 menores de idade e 52 estudantes, indicou ainda a HRANA.
Segundo dados da organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), pelo menos 538 pessoas morreram.
Além das vítimas mortais, os protestos resultaram na detenção de 10.675 pessoas, incluindo 160 menores de idade e 52 estudantes, indicou ainda a HRANA.
com agências